Cenário sem crise

 

Embora o momento não seja positivo, microempresários investem cada vez mais em seus negócios.

Nos últimos meses, o cenário econômico do país não tem sido dos mais animadores. Muitas empresas têm fechado as portas e o nível de desemprego vem aumentando. Embora o momento não seja positivo, há quem esteja enxergando a oportunidade para investir e expandir seus negócios. É o caso da microempresária Renata Bassani. Há dois anos ela investe em franquia do ramo de beleza que não tem sentido os efeitos da crise financeira. “Minha empresa está numa curva ascendente de crescimento, não senti a crise, não me preocupo com a crise, não vivo a crise. Minha preocupação é minha equipe, criar relacionamento com meus clientes, divulgar nosso trabalho, criar parcerias e trazer novidades. Quando a empresa muda o foco, tudo flui. Já estou com um projeto de expansão dessa loja e de criação de outro negócio na área da beleza”, afirma. E ela não está sozinha nesse pensamento. Rodrigo de Giavarina e Alcantar mantém uma franquia na área de alimentação há dois anos e também avalia os desafios enfrentados na hora de inovar e buscar soluções eficazes para manter sua empresa em pleno crescimento. “No atual momento econômico um dos maiores desafios é o aumento de insumo, mas também temos de tentar manter o equilíbrio das margens por meio do controle de custo e o crescimento das vendas.

Para os próximos meses pretendo investir apenas em ações para implementos das vendas”, disse. E ser empresário nesse segmento é motivo de muita satisfação, apesar das dificuldades que enfrentam pelo caminho. “Vale a pena. Amo minha empresa. Mas o empresário deve estar preparado para ficar sem férias, trabalhar muito, não ter salário fixo e matar um leão por dia”, pontua Renata. Rodrigo também faz coro sobre a satisfação de ser empresário e ainda dá algumas dicas: “Vale a pena sim, especialmente no segmento de franquias, pelo fato de que a franqueadora tem condições de negociar insumo em grande escala e, consequentemente, consegue reduzir os custos. Além disso, ser franqueado nos dá maior possibilidade de capilarização e fixação da marca no mercado. Outro ponto positivo é que a franqueadora já possui um trabalho de forma otimizada e nos dá total apoio consultivo, o que faz toda a diferença no negócio”, avalia. Dia Nacional das MPEs No dia 5 de outubro se comemora o Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa. Estima-se que, somente neste ano, foram mais de um milhão criadas, no país. No Palácio do Planalto, o governo lançou uma linha de crédito para que os micro e pequenos empresários possam pegar empréstimos de bancos públicos e privados e editou um decreto que facilita a exportação de bens pelas micro e pequenas empresas. Pelo menos R$ 30 bilhões serão disponibilizados a financiamentos de compra de máquinas e para a modernização do segmento, com o objetivo de aumentar a produtividade e retomar a confiança dos consumidores brasileiros nos pequenos negócios. De acordo com a Secretaria Especial da Micro e Pequena (Sempe), as operações vão envolver taxas de juros mais baixas e condi- ções diferenciadas oferecidas pelos bancos Bradesco, Itaú, Santander, Banco do Brasil, Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Caixa Econômica Federal. O diretor político-parlamentar da Fenacon, Valdir Pietrobon, participou de solenidade com o vice- -presidente da Região Centro-Oeste da Fenacon, Francisco Claudio Martins Júnior. “Comemoramos 17 anos da criação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, uma lei viva e importante ferramenta para incentivar o crescimento econômico do país. Afinal, as MPEs são responsáveis por 52% dos trabalhos formais hoje”, disse Pietrobon.

 

 

 

FONTE: REVISTA FENACON, Por Vanessa Resende